O BAAL NOSSO DE CADA DIA

“…Quais são as nossas idolatrias e doenças hoje, o Baal do mundo que não temos força para rejeitar?…

……Essa pergunta deveria marcar todas as gerações. Todas as nossas igrejas precisam ser confrontadas com essa voz profética que denuncia a idolatria, o consumo religioso e o insaciável apetite pelo bem-estar (uma idolatria do ego que só busca uma religiosidade que nos satisfaça).

Os nossos altares de ídolos estão lá fora com suas sedutoras exposições ao deus do consumo insaciável. Mas também estão perto de nós, presentes nas nossas “ofertas de sacrifícios” em forma de louvores desencarnados e expressões religiosas de mero consumo espiritualizante. Nas orações que só buscam o bem-estar pessoal e o sucesso econômico. Nas pregações que nos alisam o ego sem confrontar-nos com nosso pecado pessoal e coletivo e sem denunciar a idolatria e a injustiça que estão dentro e fora dos nossos templos. Nas “palavras proféticas” que fazem o nosso eu narcisista chorar de emoção, mas não de arrependimento.

Como na história de Israel, esses altares a Baal precisam ser derrubados. Precisamos erguer novos altares que representem o que Deus espera de nós: “Ele mostrou a você, ó homem, o que é bom e o que o Senhor exige: pratique a justiça, ame a fidelidade e ande humildemente com o seu Deus” (Mq 6.8)…” 

Valdir e Marcos Davi Steuernagel 
(texto extraido da revista ultimato)
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