Cristianismo de Fachada

Logo após o ano 300, com a conversão do imperador Constantino,o cristianismo deixou de ser perseguido e passou a ser a religião oficial do império romano. Nenhuma outra manifestação religiosa era permitido na Roma Cristã. A partir daí, o cristianismo passou a ser bastante influenciado pelas decisões do imperador.

As igrejas nos lares, e as reuniões gerais de celebração foram extintas, dando lugar ao novo modelo religioso que surge: as catedrais. Este modelo de igreja cristã, criado por Constantino, representou um retorno às formas de culto das sinagogas judaicas, acontecendo em um local santo, onde Deus morava, conduzido por uma pessoa santa, com vestes santas.

Essa passou a ser a única expressão de igreja permitida, sendo também a punhalada mortal na expressão da vida de Deus que acontecia nas igrejas dos lares e nas reuniões de celebração. Os que insistissem em se reunir em casas eram simplesmente executados, pois a palavra de Deus e os rituais somente deveriam ser ministrados por pessoas santas, especiais.

Tudo passou a ser simbólico a partir daí. Um exemplo disso é a ceia do Senhor, que foi desmembrada em festas de amor(Jd 12; II Pd 2.13), que nada mais eram do que refeições sociais de cunho assistencialista, e a eucaristia (uma refeição sem alimento, representada por um minúsculo pedaço de pão e uma também minúscula porção de vinho). Logo em seguida a eucaristia permanece como a única expressão permitida da ceia do Senhor.

Mesmo com todas as reformas e avivamentos que a igreja experimentou ao longo de sua história, esse modelo de catedral/sinagoga até hoje permanece intocável. Independente da denominação que freqüentamos, seja ela uma igreja católica, evangélica histórica, renovada, livre, seguimos o mesmo modelo de igreja criado pelo imperador Constantino.

Nosso modelo de congregação nada mais é do que uma expressão da antiga igreja romana. 

O “ide”, que caracterizava os cristãos dos primeiros séculos, foi transformado no “vinde”, revelando uma fé ingênua e religiosa de que Deus estaria presente de modo peculiar especialmente em igrejas, e se expressava através pessoas especiais; Cristianismo de fachada, com aparência de santidade expresso nas catedrais (daí vem a necessidade de guardar as crianças nas gavetas das classes infantis para não revelar a pobre realidade dos pais, que não expressam o caráter de Cristo).

O estilo catedral transforma pecadores em inofensivos freqüentadores de igreja, sem nenhum impacto na sociedade. As pessoas até querem algo com Deus, mas a igreja veio se transformando em uma grande mentira estrutural, onde o cristianismo perdeu toda a sua força e graça.

Um dos atributos da 3ª reforma está na revelação da planta original da igreja, que deverá ser restaurada a partir do modelo revelado por Deus. Assim como Moisés, Davi e Paulo receberam diretamente de Deus o projeto do tabernáculo, do templo e da igreja, hoje precisamos buscar em Deus o modelo original, e pararmos de inventar métodos ou estilos humanos para conduzir a igreja, baseados em conceitos de administração de empresas e marketing.

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